Eu esqueci qual a minha senha do wordpress. Bem, isso não é exatamente uma novidade, I suck at passwords. Na verdade, eu costumo mais esquecer os logins do que o password efetivamente... Mas isso não é importante.
Este ano decidi retomar um hábito antigo e até mesmo meio vergonhoso: ter um diário. Ajuda a desestressar. Cheguei à esta conclusão depois de outubro, que de longe, foi o mês mais agitado e nebuloso do meu ano. Da minha vida, é difícil dizer. Parece que eu passo, once in a while, por um período de intensas turbulências sem saber exatamente porquê. Deve ser uma destas lições de vida ou situação pela qual eu devo passar para aprender sobre alguma coisa.
Eu costumo dizer que tudo se toma um aprendizado. E é verdade, mesmo a pior merda que acontece com a gente precisamos tirar um aprendizado. Não é para dar uma de boazona ou hipócrita: é simplesmente verdade. Pollyana dizia que precisamos tirar algo positivo. Mas nem sempre existe o tal positivo, por isso, a lição é muito mais abrangente e válida: nem sempre aprendemos coisas boas. Aprendemos coisas ruins também.
Eu aprendi que nem tudo é o que parece. E que por mais que tenhamos amor e confiança, isso tem um limite e esse limite é traçado de acordo com a nossa capacidade de absorver o bom e descartar o ruim. Infelizmente, são poucas as pessoas as quais poderão nos ouvir quando queremos. Na maior parte do tempo, somos procurados quando precisam e nos dão as costas quando precisamos.
Não posso dizer que sou totalmente independente, mas ao longo da minha vida desenvolvi a habilidade de precisar muito pouco das pessoas. Ficar sozinha é chato e deprimente, mas não me deixa mais no fundo do poço como quando eu tinha 13, 14 anos. Popularidade é algo que pra mim nunca rolou nem vai rolar.
Não fiquei aborrecida, mas achei engraçado outro dia um amigo da Naru me dizer que sou estranha sem sequer ter tido conversas o suficiente para fazer um julgamento. Normalmente, a gente conhece para depois pontuar. Regardless that, eu não me importei, foi o que eu lhe disse: não é como se fosse a primeira vez que me dissessem tal coisa.
Em alguns momentos de excessiva auto-crítica, imaginei se o problema estaria comigo e se eu quem precisaria resolver todos os meus problemas e subitamente engolir a fórmula mágica da felicidade. A vida me ensinou nesse pouco tempo que estou vagando que as fórmulas mágicas são para filmes e que depressão é para quem tem dinheiro. Eu não posso me dar ao luxo de ficar o dia todo deitada porque sei que vão me encher o saco. Não posso simplesmente ficar chorando sem que achem que é por bobagem ou que digam como tem alguém que está na maior merda que eu, que tudo podia ser pior, etc.
Acho que me falta um pouco de cinismo para certas coisas, mas não tem problema. Work in progress. As a book.